quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O TEXTO JORNALÍSTICO NA INTERNET

Por: Alexandre Gurtat

Com a evolução tecnológica observamos também uma evolução no texto jornalístico. O meio sofreu grandes alterações e a necessidade de se enquadrar a ele foi evidente, porém ainda não completa.

No fórum de tecnologia realizado no pela INFO no mês de setembro o vice-presidente de estratégia e inovação da Yang e Rubicam, Walter Longo, comentou sobre a mudança pela qual essa linguagem vem passando. Para ele a mudança do meio analógico pro meio digital sofreu uma enorme transmutação e muitos ainda não aprenderam a lidar com isso. Os comunicólogos começaram a fazer TV com o modelo de Rádio e agora querem fazer internet com um pouco de tudo que já existia antes.
O texto jornalístico na internet hoje sofre mudanças, mas o que vemos é uma “releitura” dos textos de jornal.
A tecnologia sempre fez com que acontecessem mudanças na produção jornalística, à interatividade é um fator bem relevante e que influencia nos textos hoje.
Na internet o texto deve ser simples e objetivo, buscando sempre ajudar o leitor a compreender de uma maneira mais fácil o assunto. O usuário tem em mãos, inúmeros sites e normalmente está em todas ao mesmo tempo, por isso um texto direto e sem complicações faz que o usuário permaneça por mais tempo em sua página.
Ainda segundo Walter Longo, dentro da nova forma de praticar comunicação, teremos que reaprender tudo junto. Criando um formato, se isto vier a existir nesse meio.
Hoje observamos o crescimento da interação em diversos sites jornalísticos, como no G1, UOL, BOL, R7 e outros, além de sites que são construídos apenas com informações enviadas por usuários que estão fora do meio jornalístico.
Atrair e manter a atenção do leitor na internet é uma grande conquista. O texto jornalístico na web não precisa apenas informar, mas também mostrar outras opções de informação, para passar credibilidade e interatividade.

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Engoliram o Photoshop

Por: Alexandre Gurtat

Adorado pelos grandes designes o photoshop vem perdendo mercado entre os amadores. Se a busca por ferramentas de edição de imagens na internet era pequena anos atrás, hoje ela vem ganhando espaço rapidamente com o desenvolvimento do webware (termo usado para nomear os aplicativos da Web 2.0, referindo-se à segunda geração de serviços e aplicativos da Internet, que permite maior interação com o usuário e semelhança com aplicações desktop).

Se antes os editores de imagens eram lerdos e com funcionalidades básicas, hoje não deixam a desejar quando o assunto é edição on line.
Marcela Janke costuma usar programas como o “picnik” para mexer rapidamente nas fotos. “Programas on-line facilitam muito a vida, já que queremos algo rápido, prático e simples” comenta ela.
Hoje existem inúmeros programas na web, e para não perder mercado até a Adobe, dona do photoshop, lançou um programa de edição on-line para seus usuários, www.photoshop.com, os recursos são grandiosos, mostrando em tempo real o que está sendo modificado, peca apenas no peso do programa que ainda demorar para carregar.
Para quem busca programas mais leves e com bons recursos e ainda capaz de detalhar passo a passo, pode entrar no www.picnik.com, onde irão encontrar um site completo em português. Com um visual simples picnik ajuda os usarios a postarem as fotos em sites de relacionamento. “Outro fator bom é a interface que é bem simples, além de podermos postar fotos direto do programa em sites com o flickr e o myspace” finaliza Marcela.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Inovação: de ««_gµ®tät»» para gurtat_

Hoje meu blog muda de identidade, assim como minha assinatura jornalística.
As inovações fazem parte constante da minha vida e também do cotidiano de toda a sociedade. Mudar, reinventar são fatores constantes que fazem à diferença.
Por isso, pensando em meus leitores, resolvi inovar e mudar.
Os “posts” retornaram a serem diários, acompanhando muitas vezes os vídeos disponíveis no Outra Mídia.
Discussões vindas do Twitter também estarão por aqui, assim como a sua opinião deixada nos comentários.
Agora é acompanhar as mudanças que vem pela frente.

De ««_gµ®tät»» para gurtat_. De Edson Alexandre Gurtat para Alexandre Gurtat

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fórum pela qualidade do Jornalismo, com René Dotti

Aconteceu em Cascavel, mais uma edição do fóruma pela qualidade do jornalismo.
Quem palestrou na noite desta quinta (28), foi o advogado e professor René Dotti.

Dotti é professor titular de Direito Penal e de Direito Processual Penal dos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Paraná, Vice-Presidente da Associação Internacional de Direito Penal e Presidente do Grupo Brasileiro (AIDP-Brasil), Membro da sociedade Mexicana de Criminologia.
O palestrante abordou temas como “O vazio da Lei de Imprensa”, “Jornalismo investigativo” e “O papel do jornalista na sociedade”.


O site Outra Mídia entrevistou ele: http://outramidia.blogspot.com/2009/08/outra-midia-27082009.html

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Há 15 anos, Ayrton Senna deixava as pistas

Em 1º de maio de 1994, a Tamburello mudou a história do automobilismo.

Por: Edson Alexandre Gurtat

A curva Tamburello do GP na Itália mudou não apenas a história do automobilismo mundial, mas marcou corações de inúmeros brasileiros que estavam vidrados na televisão, vendo naquela manhã de 1º de maio de 94, Ayrton Senna largar na pole position.
Antes do tradicional almoço de domingo, famílias esperavam por ouvir da voz de Galvão Bueno “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Mas aquela manhã foi diferente.

O Acidente fatal a 300km/h que encerrou a carreira de um dos maiores ícones do esporte brasileiro e do automobilismo em todos os tempos, comoveu multidões. Às nove horas e doze minutos, horário de Brasília, o carro de Senna bate com força no muro. O piloto mexeu a cabeça algumas vezes, mas não saiu do lugar. Vinte e um minutos depois da batida o piloto é levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, de Bolonha.
O estado de saúde era gravíssimo e pouco depois das 14 horas no Brasil a televisão anuncia a tragédia, morreu Ayrton Senna da Silva.
15 anos depois Ayrton Senna ainda é considerado um herói para o país. O tricampeão mundial de Fórmula 1 (88,90 e 91) foi um exemplo de generosidade. Ele iniciou obras filantrópicas que deram origem ao Instituto Ayrton Senna, que já ajudou mais de 11 milhões de crianças e jovens.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO – Peter Cohen

ANALISE Por: Edson Alexandre Gurtat, Suellen Warmling e Waldinei Gili

O Nazismo utilizou mecanismos de valorização da arte e cultura para difundir o seu ideal para o mundo todo e conseguir o apoio do povo alemão.Utilizou a cultura como arma política. No filme Arquitetura da destruição , do diretor Peter Cohen, é relatada a forma de como a propaganda foi utilizada para convencer toda a população da Alemanha de que o ideal pregado por Adolf Hitler, era única e melhor maneira de tirar o país da situação em que estava.

Hitler era um amante da arte, não teve sucesso como pintor e sonhava em ser arquiteto. Fascinado pela ópera, Hitler admira Richard Wagner, que era artista e político, lhe chamava atenção à forma como o artista tratava em suas óperas, o ensino de como ser um porta-voz do povo, tanto que afirmou, que para entender o nazismo é necessário entender Wagner. Desde seus discursos, canções, símbolos, cenários em que o Fuhrer aparecia eram planejados, tudo para mostrar as pessoas a sua força, determinação e dar segurança a população de que aquele partido seria a salvação da Alemanha, o que chamamos de Guerra psicológica. Hitler foi o astro de toda essa encenação artística.
O ideal nazista era transformar a Alemanha em uma potência mundial e o seu povo em um símbolo de perfeição e beleza. Para isso utilizou-se da propaganda para purificar a raça alemã, a qual atacava os judeus partindo do princípio de que o nazismo iria oferecer saúde e limpeza aos trabalhadores, pois com isso superariam a luta de classes. Os judeus por acreditarem nessa luta e serem um povo de muitas tradições, passaram a ser vistos pela população alemã como uma raça “suja” e responsável pela miséria do país. Assim, acelerou-se o processo de extermínio dos judeus, Hitler autorizou a prática da eutanásia em crianças que nascessem defeituosas e em todos os judeus, tendo em vista que cerca de 45% dos médicos alemães eram do partido nazista. Classe de trabalhadores com o maior número de pessoas adeptas ao partido. Cujo quem fazia parte era a “nata” da sociedade, como relata o filme de Peter Cohen.
Os judeus eram falsamente diagnosticados com alguma doença, e então levados aos campos de concentração, onde morriam nas câmaras de gás ou com a prática da eutanásia. A família recebia depois de algum tempo um atestado de óbito falso, que apontava outra causa de morte. A lógica cultural empregada pelo nazismo foi aceita, o modelo de beleza hitleriano foi aclamado por toda a população e visto como o único modelo a ser seguido. Tudo que não fosse pertencente a “raça pura” deveria ser eliminado da sociedade, pois poderia passar isso aos seus descendentes.
Hitler expõe o povo judeu como uma bactéria que destrói a sociedade, tratando a cultura de forma biológica. Ou seja, Hitler era um homem extremamente preconceituoso, pois quando se naturaliza a cultura, é preconceito. Assim como vemos nos dias de hoje, generaliza-se o nordestino como sendo preguiçoso, é uma característica da natureza do ser, que na verdade, não diz nada sobre sua personalidade.
De acordo com Horton Cooley, a comunicação é o mecanismo pelo qual a sociedade se organiza. Pelo qual as relações humanas existem e se desenvolvem, e é feito de duas formas: o físico e psíquico. Esses mecanismos podem ser percebidos de uma forma bastante clara no nazismo. A forma de se comunicar nazista tinha como objetivo persuadir, passar um ideal, ou seja, utilizou-se o fator psíquico. O planejamento da construção de Berlim, que deveria ser extremamente grandiosa, previa a junção de Atenas, Esparta e Roma, com palácios e monumentos que passassem a idéia do poder do nazismo e de sua segurança. Tendo como inspiração monumentos e palácios de uma cultura que Hitler admirava, a cultura greco-romana, aí então se verifica a comunicação feita através do meio físico.
A Censura dos meios de comunicação foi um dos fatores que contribuíram muito para o sucesso da política Nazista. Desde que entrou ao poder, em 1933, o partido criou o Ministério da Propaganda e Ilustração do Povo ( sic), que ter um total controle da imprensa do país. Todos os veículos de comunicação de massa começaram, cada vez mais a serem utilizados para persuadir a população. Os redatores e profissionais ligados a imprensa eram escolhidos de acordo com sua fidelidade ao partido. Toda e qualquer informação sobre combates, política e dados do país primeiro deveriam passar pela avaliação nazista para depois serem ou não publicados. Assim só era veiculado o que interessava ao partido, fator que facilitou muito para a adesão da população pois ela só tinha acesso a informações favoráveis ao Fuhrer.
Hitler também criou a “Câmara da cultura”, que era uma organização dividida em várias câmaras designadas a literatura, teatro, rádio, imprensa, música, belas-artes e o cinema. O intuito era controlar qualquer produção cultural que fosse realizada no país, pois qualquer artista, qualquer produção deveria se aderir a uma dessas câmaras e como sempre, deveriam passar a mesma mensagem imposta pelo nazismo. Desde um vendedor de cartões postais até um jornalista, escritor ou cineasta, todos para poderem veicular suas criações, tinham que estar adeptos a uma dessas câmaras.
Para Laswell a propaganda é um dos instrumentos mais potentes do mundo moderno, e a mobilização dos homens e meios não é suficiente, é preciso a mobilização da opinião. É necessário ter poder sobre a opinião, assim como se tem poder sobre os bens , pois o perigo pelo abuso de poder é menor do que o perigo oferecido pela liberdade do povo. Essa ideologia é vista claramente no partido nazista, pois Hitler utilizou uma guerra ideológica, pregando conceitos e modelos a serem seguidos pela população. Uma propaganda que visava fazer com que as opiniões do povo fossem as mesmas do partido e esse, se tornaria um receptor passivo, pois a união de uma propaganda com um veículo de comunicação de massa, feita por especialistas no assunto, faz com que seus receptores tornem-se passivos e aceitam o que lhes é imposto.
O governo de Hitler é comparado com o governo leninista, ambos possuem uma propaganda efetiva para divulgar o seu ideal, porém a principal diferença entre os dois é que no nazismo, a força que impulsiona toda essa propaganda é divulgada com mensagens de medo. Já na Rússia, a política leninista divulgava mensagens com entusiasmo, o que encorajava a população também, mas trazia mensagens de esperança e positividade. Já no nazismo, as mensagens eram mais diretas, voltadas ao conflito, ao poder e a guerra, onde o ideal nazista estava sempre presente, de forma indireta ou explícita.
Os nazistas utilizaram muito bem o cinema, onde conseguiam reunir grande parte da população para mostrar suas idéias, que pareciam brilhantes ao olhar do público, já que eles recebiam informações da mídia como se tudo do nazismo fosse bom.
Dois filmes são muito importantes para o conceito de Hitler de criar o novo homem. No primeiro filme O RATO, mostra que a grande praga da sociedade deve ser eliminada; está praga invada o mundo, através de um “sub-mundo”, os becos, transmitindo doenças e eliminando a raça pura. No segundo filme PEQUENA GUERRA, os nazistas apontam mais uma praga, os insetos, e mostram a melhor maneira de combater esses insetos, usando gás.
O fim da propaganda de guerra e o inicio do extermínio de massas começa com essas propagandas. Os animais mais perigosos – insetos, ratos, transmissores de vírus, bactérias – deveriam ser eliminados. Com essa visão e também com as câmaras de gás, Hitler pretende eliminar os mais de 11 milhões de Judeus que compunham sua lista.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Entre o plágio e a autoria

ARTIGO Por: Edson Alexandre Gurtat

A facilidade no encontro de informações prejudica a criação própria. Vivemos na era digital, temos tudo sobre o quisermos a apenas um clique.

Sem o estimulo de práticas de criação de textos na escola, as crianças apenas escrevem para atingir os pontos oferecidos pelas disciplinas fundamentais, sem buscar um aprofundamento maior sobre assuntos de relevância. Quando ainda no ensino fundamental, crianças foram acostumadas a buscar em livros citações completas para seus trabalhos, sendo assim, um “Control C, Control V”, que omitia a fonte. O sistema escolar, não “pontua” adequadamente a pesquisa mais aprofundada, ajuda para que a omissão da fonte seja mais freqüente, pois com pouco tempo para os trabalhos, estudantes apenas reescrevem, não se preocupam em escrever.
A falta de tempo é hoje o que leva milhares de estudantes ao plágio. Muitos começam o “copia e cola” para melhorar a construção e a estrutura de suas redações, outros para facilitar nas atividades escolares, mas todos tem em comum o fato de ter a um clique todo o conteúdo necessário. “Fica difícil não plagiar com tantas oportunidades” (GB).
A idéia de interligação textual, leva ao hipertexto, onde a leitura e a escrita se unem e se ligam a diversas possibilidades intertextuais. “A intertextualidade no hipertexto, implica a identificação, o reconhecimento de remissões a obras ou a textos, por meio de links que fazem conexões com outros textos, permitindo tecer caminhos para outras janelas” (Obdália Santana Ferraz Silva, p. 360).
Um fator relevante sobre o plágio que não devemos esquecer é que ele pode ser dividido em três modos, como explica Garschagen: plágio integral (transcrição sem citação da fonte), plágio parcial (cópia de frases de fontes diferentes para dificultar a identificação) e plágio conceitual (apropriação de um ou mais conceitos que o “autor” apresenta como se fosse seu).
Compreende-se que para a mudança desse ciclo vicioso, a construção do sujeito como autor seria fundamental, e para que isso aconteça a leitura ainda na escola necessita passar de superficial para autêntica, como coloca Chartier (1994, p.155), “A leitura escolar é artificial, praticada por meios de texto fabricados para se fazer ler, enquanto a leitura social é autêntica, praticada em situações onde o leitor sabe por que ele precisa ler”.
Construindo seus textos o autor coloca nas entrelinhas suas visões de mundo, seu posicionamento, o seu perfil como autor.
O plágio nas universidades ou ainda nas escolas pode diminuir e cessar quando ainda crianças os futuros autores sejam estimulados a pensar, criar e pesquisar; A criação de um texto necessita de inspirações, que normalmente podem vir de outros textos.

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